Você Ainda É Possível Viajar?

Você Ainda É Possível Viajar?

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Já falamos por este mesmo jornal que o pensador Byung-Chul São denuncia, em seu livro ” A agonia do Eros, a perda da alteridade em nossa ligação com a cidade, entendida a urbe como um “não-território”. O turismo, nos diz, é o oposto da peregrinação.

E, compartilhando Heidegger, nos lembra que o que torna possível o habitar humano é a combinação de história, memória e identidade. Nos perguntávamos, logo, se não temos renunciado à idéia de viagem. O turista de massa “desfila” sem demorar.

A cidade, como uma apresentação, sem mistério nem expressão, sofre as decorrências da falta de rito. Os livros que dividem espaço pela mesa de novidades da livraria dialogam sem saber. Amador Vega acaba de digitar, em Fragmenta Editorial, o Livro de horas de Beirute , uma sorte de alimentar onde reflete sobre o assunto mística, interreligión e paisagem. Para o filósofo catalão viajar é “combater a densidade do tempo percorrendo lugares”. Desconfiguramos a memória de quem somos em cada imediatamente.

E, logo após, “destacamos aquela figura maravilhoso que costuma unir-se ao passado, a um passado desenganado por um nós que não está lá”. Nessas aulas, que Amador Vega recolhe em apostilas, lêem bem como a Fábula mística de Michel de Certeau, que nos adverte de que “o segredo não é somente o estado de uma questão que se revela a um”saber”.

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O segredo introduz uma erótica no discernimento. Se viajar é entender, viajar é diferenciar nossa ignorância. Para Vega se trata de ser de novo “indigentes”. De algum jeito, a causa das carências, retornamos a “estados jovens”, de volta a redigir expressões de assistência e de conselho. Viajar é, porque, decodificar um eu enconsertado por funções que usamos habitualmente.

Então, por que descrever a viagem? Porque a escritura, em oposto, é “o lugar em que se debate a consciência instigada pelas emoções”. O contexto em que viajam a Beirute Amador Vega é famoso, o rápido procedimento de islamização do mundo árabe.

Toda a cidade, diz ele, “é uma amplo máquina que competição por deslocar-se fechando as feridas da briga”. Mas a oração que vem das mesquitas, recitando o Alcorão, não pára a vida pela avenida, apesar de “é uma voz que flutua e se infiltra por todos os cantos”. A palavra, seja na recitação ou na discussão, se torna protagonista.